na cabeceira

literatura & diarices

Permitindo o nada

Aceitar que eu sou uma pessoa só e não consigo fazer tudo talvez seja o meu maior desafio. Poderia facilmente ser chamada de workaholic, embora eu acho que o mais adequado seria dizer que eu sou simplesmente uma pessoa que gosta de estudar, aprender e fazer coisas novas. Mas quando estamos inserido…

Meu ano de descanso e relaxamento, de Ottessa Moshfegh

O sono é o seu superpoder — ao menos é isso o que o cientista do sono Matt Walker afirmou em uma palestra para o TED Talk. A palestra, que dura cerca de vinte minutos, afirma categoricamente que o sono não serve apenas para o descanso, mas literalmente pode significar a diferença entre a vida e a m…

Cara de poucos amigos

Eu me arrependo das mensagens que envio assim que aperto o enter. Tweeto coisas e logo penso que são ridículas. Meus impulsos gritam para apagar tudo o que posto, mas insisto em não dar ouvidos porque a vida seria insustentável caso me permitisse ser julgada por um público inexistente a cada pequen…

O instituto, de Stephen King

Na adolescência, tentei ler Stephen King algumas vezes, todas sem sucesso. Achava que suas histórias eram muito enroladas, demoravam para chegar ao desenvolvimento, passando muito tempo em descrições e apresentações para finalmente adentrar na trama. Essa ideia desvaneceu quando peguei emprestado d…

Que sejamos esquecidos

Esses dias, fazendo uma colagem para um texto do Querido Clássico, me deparei com uma imagem que me deixou muito pensativa. O texto é uma resenha de Este Lado do Paraíso, romance de estreia de F. Scott Fitzgerald que foi publicado há cem anos, em 1920. O quão atual ele consegue ser é algo que me es…

Visitando a Casa da Colina

Na primeira vez que visitei a Casa da Colina fazia calor dentro do ônibus e eu estava preocupada com a faculdade, o trabalho e o prazo de resenha da parceria com a editora que me enviara o livro. Alguns anos se passaram e hoje já não ando de ônibus há quase um ano, formei na faculdade e nem saio de…

Midsommar: o horror da solidão

Assistir Midsommar, segundo filme do diretor Ari Aster, é uma experiência. Durante as pouco mais de duas horas da obra, passamos por diversas emoções, indo da curiosidade ao pesar, da angústia ao riso. Esse, definitivamente, não é um filme para todos. Mas, aqueles que toparem se aventurar pelos ca…

Monster, she wrote: descobrindo mulheres do terror

Terminei a leitura de Monster, She Wrote: The Women Who Pioneered Horror and Speculative Fiction com uma lista enorme de literatura escrita por mulheres para ler. Dia desses, um rapaz entrou em contato comigo com perguntas a respeito do Oscar e de como a premiação odeia filmes de terror, isso porqu…

O sacrifício feminino em A Freira

O terror sobrenatural sempre despertou interesse na humanidade. Os antigos mitos de civilizações distantes já falavam sobre monstros, espíritos malignos, bruxas e magos que tinham o poder de manipular as vidas alheias causando prosperidade ou desgraça. Muito antes do cinema ser inventado, já exist…

O ano mágico de Joan Didion

Hoje percebi que faz dez anos que terminei meu primeiro namoro. Não faz dez anos desde que o iniciei, mas sim que o terminei. Acidentalmente, vi que meu ex está curtindo a página do Querido Clássico no facebook e lembrei: faz dez anos. Demorei um pouco para fazer essa constatação porque, de certa …

Sol da Meia-Noite, de Stephenie Meyer

Lembro de estar numa comunidade do Orkut dedicada a livros quando ouvi falar pela primeira vez em Sol da Meia-Noite (Midnight Sun, no original), livro de Stephenie Meyer que contaria os eventos de Crepúsculo a partir da visão de Edward Cullen, o interesse amoroso de Bella Swan, a protagonista da s…